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Fasciola hepatica

Como lutar contra este parasita do fígado?

 

Consequências importantes para os criadores


Resultando em enormes perdas económicas, a Fasciola hepatica afecta grande parte das manadas em Portugal.

A Fasciola hepatica, também conhecida por « grande dúvia do fígado», é um parasita dos ruminantes, cujo ciclo de desenvolvimento necessita da presença de um hospedeiro intermediário, o Lymnaea truncatula, pequeno caracol aquático. A Fasciola hepatica só pode assolar zonas onde o Limnea esteja presente, ou seja, zonas húmidas, mesmo que pareçam a priori inofensivas: poças, trilhos de rodas de tractores, passagens de animais, bebedouros ou riachos … O principal período de contaminação é no Outono e, contrariamente ao que possamos pensar, aumenta ainda mais em situações de seca, uma vez que os animais se concentram nas zonas mais húmidas.

fasciola hepatica


Um grande prejuízo nos desempenhos zootécnicos

O parasita exerce, por um lado, uma acção espoliadora ao se alimentar do sangue do seu hospedeiro, e por outro actua sobre o funcionamento do fígado, orgão central que desempenha um papel fundamental na maioria das vias metabólicas. Na prática, a Fasciola hepatica provoca uma redução no GMD (Ganho Médio Diário), na produção leiteira, atrasos na puberdade das novilhas, quebras na fertilidade (aumento do número de metrites e da percentagem de animais que necessitaram de 3 e mais IA), produção de colostro de má qualidade tendo como consequência patologias neonatais mais frequentes e um aumento da frequência de patologias infecciosas, como consequência de uma diminuição geral na imunidade dos animais.


Dispositivos gerais de luta

O combate à Fasciola hepatica associa uma luta química a medidas ambientais:

  • Tratamento

Após a identificação do risco (inspecção dos fígados no matadouro, exames serológicos sanguíneos ou no tanque de leite). O médico veterinário prescreverá um fasciolicida de acordo com o seu diagnóstico e das características da exploração.

  • Gestão das pastagens

O foco principal será identificar e neutralizar os "esconderijos dos Limnea", que são, na realidade, todos os espaços húmidos que permitem a multiplicação deste gasterófilo.

Não hesite em pedir conselho ao seu médico veterinário.

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