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O mau hálito no cão

Quais são as causas e as soluções?

Um indicador da saúde bucodental do seu animal

O mau hálito ou halitose é frequente no cão e no gato. Gerir esta situação é importante porque, além dos problemas de saúde que pode acarretar, prejudica a boa relação entre o animal e o seu tutor. O mau hálito é um indicador da saúde bucodental do animal e, como tal, deve ser levada a sério. Porque além do desconforto olfactivo para o tutor, pode traduzir-se na presença de uma doença por vezes grave como a doença periodontal, a afecção bucodental nº 1 do cão sénior. Estima-se que cerca de 25% dos cães entre os 1 e 4 anos e 75% dos cães entre os 4 e 8 anos sofrem desta doença. Os cães de porte pequeno são mais propensos a esta afecção.

Qualquer indício de mau hálito no seu animal deverá levar a uma inspecção rigorosa da sua cavidade bocal e motivar, se o mesmo persistir, uma consulta veterinária.

Todavia, existem soluções para a prevenção da halitose, até mesmo combatê-la se já estiver instalada. Consistem numa boa higiene bucodental, se possível escovando diariamente os dentes do seu animal com uma pasta dentífrica específica para animais.


Complementos úteis à escovagem

Se a escovagem, pelo seu carácter obrigatório, desagrada ainda um grande número de tutores, outras estratégias podem ser utilizadas como barras mastigáveis (a actividade mastigatória reduz a produção de tártaro e certas barras actuam sobre as causas orais e digestivas da halitose), aditivos para a água de bebida ou ainda receitas mais tradicionais como dar um quarto de maçã ao seu animal (aqui também se favorece a mastigação).

O recurso a uma alimentação seca (a alimentação húmida tende a acentuar o problema) de qualidade é também uma forma possível de manter uma boa higiene bucodental. De facto, os croquetes tem uma acção mecânica sobre os dentes quando friccionam a sua superfície abrasiva, além da actividade mastigatória que proporcionam.

Determinados nutrientes incorporados nas formulações destes alimentos têm igualmente uma acção específica contra a placa dentária (um conjunto de bactérias protegidas por um biofilme) que está na origem da doença periodontal tendo, portanto, como uma das consequências visíveis o aparecimento do tártaro.

Em casos mais avançados, uma destartarização realizada sob anestesia geral pelo médico veterinário, é a única solução possível.


Sabia que…

  • A dentição canina é formada por 42 dentes e a felina por 30 dentes?
  • Ambas as espécies estão sujeitas a diversas anomalias bucodentais: persistência dos dentes de leite, fractura dentária, abcesso, afecção gengival…?
  • O mau hálito pode ser um sinal de alerta, tal como a dor que provoca dificuldades na alimentação, sangramentos, gengivas vermelhas e inchadas, etc?

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