A leishmaniose nos cães é uma doença parasitária que pode representar um risco grave para a saúde do seu companheiro. Causada pelo parasita Leishmania, a leishmaniose canina pode levar a complicações a longo prazo e pôr a vida do cão em risco nos casos mais graves. Quer viva numa região onde a doença é endémica, quer vá viajar para uma área de risco elevado, compreender como proteger o seu cão é fundamental. Neste artigo, abordamos como a leishmaniose se transmite, a que sintomas deve estar atento e como pode prevenir a doença no seu cão.
A leishmaniose canina é uma doença transmitida principalmente através da picada de flebótomos infetados. Estes insetos, muito mais pequenos do que os mosquitos, são os vetores do parasita Leishmania e encontram-se com maior frequência em climas quentes e húmidos. A maioria dos casos de leishmaniose resulta de viagens para (e de) áreas afetadas, como a bacia do Mediterrâneo e partes da América do Sul, África e Médio Oriente. No entanto, nos EUA, os casos locais estão a aumentar em estados do sul como o Texas, Oklahoma e Arizona.
Assim que o cão é picado por um flebótomo infetado, o parasita Leishmania entra na corrente sanguínea. Se não forem tratados, os parasitas podem afetar vários órgãos e tecidos, provocando uma doença grave e progressiva. Contudo, o parasita pode permanecer latente durante longos períodos sem manifestar sintomas, podendo passar despercebido durante meses ou até anos.
Se o seu cão for picado por um flebótomo e exposto ao parasita Leishmania, existem três cenários possíveis:
Exposto, mas não infetado: Alguns cães conseguem não desenvolver infeção após a picada do flebótomo.
Portador assintomático (subclínico): Alguns cães alojam o parasita Leishmania, mas não apresentam sinais nem sintomas de infeção. Podem vir a desenvolver sinais da doença mais tarde e podem continuar a transmiti-la se forem picados por um flebótomo que, posteriormente, pique outro animal.
Leishmaniose clínica: Nos casos clínicos, surgem sintomas visíveis de leishmaniose no cão, cuja gravidade pode variar.
O desfecho para o seu cão dependerá de vários fatores, como o estado do seu sistema imunitário e a sua saúde geral. Por exemplo, um cão com alterações imunitárias ou com uma infeção concomitante pode estar mais vulnerável à doença.
Conhecer os sintomas da leishmaniose ajuda a reconhecer a doença precocemente e a iniciar o tratamento do seu cão antes do aparecimento de complicações graves.
Os sintomas mais frequentes incluem:
Perda de peso, apesar do apetite se manter normal
Lesões na pele, especialmente ao redor dos olhos, orelhas e focinho
Queda de pelo (alopecia)
Aumento do volume dos gânglios linfáticos (gânglios)
Letargia e fraqueza
Unhas compridas ou quebradiças (onicogrifose)
Hemorragias nasais (epistaxe)
Inflamação, opacidade ou úlceras nos olhos
Articulações inflamadas ou dolorosas
Claudicação (coxear)
Aumento da sede e da micção
Insuficiência renal
Os sintomas variam consoante a fase da doença e podem ser ligeiros no início. Estar atento a alterações subtis no estado físico e no comportamento do seu cão, bem como procurar aconselhamento veterinário rapidamente, é determinante para assegurar o melhor prognóstico ao seu amigo de quatro patas.
Diagnosticar a leishmaniose nos cães pode ser um desafio. Como os sintomas se assemelham frequentemente aos de outras infeções e patologias, o seu médico veterinário poderá ter de realizar vários exames de sangue e testes de laboratório para confirmar o diagnóstico.
Dado que a leishmaniose canina pode ser silenciosa até a doença avançar, o rastreio regular é essencial — mesmo que o seu cão pareça saudável. Isto é especialmente importante se vive numa área endémica ou se viajou com o seu patudo para uma região com estas características. Se reside numa zona endémica, deve também considerar um rastreio antes de viajar para evitar introduzir a doença em áreas não endémicas.
Geralmente não é possível eliminar completamente o parasita Leishmania do organismo, pelo que o tratamento se foca habitualmente em reduzir a carga parasitária e controlar os sintomas. Existem vários medicamentos que o seu médico veterinário pode prescrever.
Além da medicação, o veterinário pode recomendar cuidados de suporte, como alterações na dieta e suplementos imunitários. Qualquer que seja o plano terapêutico, as consultas de revisão regulares são indispensáveis para monitorizar a eficácia do tratamento e a saúde do seu cão a longo prazo.
A forma mais eficaz de prevenir a leishmaniose depende da localização, do estilo de vida e do estado de saúde do cão. Como é necessário repelir os flebótomos para evitar a transmissão, as estratégias devem focar-se em manter estes insetos afastados do seu animal.
As medidas de prevenção podem incluir:
Utilizar uma coleira repelente de eficácia comprovada, como a Prevexto®: Esta coleira contém duas substâncias ativas que não só eliminam pulgas e carraças, como também proporcionam uma ação repelente contínua (anti-feeding) contra os vetores que transmitem doenças como a leishmaniose. Uma coleira como a Prevexto oferece uma solução prática e duradoura, reduzindo o risco de infeção até 8 meses através do seu efeito repelente contra os flebótomos.
Aplicar soluções tópicas ou spot-on mensais recomendadas pelo seu médico veterinário com ação repelente contra flebótomos.
Manter o cão no interior de casa durante os horários de maior atividade dos flebótomos (do anoitecer ao amanhecer).
Colocar redes mosquiteiras nas janelas e portas para impedir a entrada de flebótomos em casa.
Vacinar o seu cão, caso a vacina esteja disponível na sua região. No entanto, lembre-se de que a vacina não é 100% eficaz e deve ser utilizada como complemento a outros métodos preventivos.
Com os cuidados adequados, os cães com leishmaniose podem ter uma boa qualidade de vida durante muitos anos. As seguintes recomendações ajudam a garantir o melhor acompanhamento a longo prazo para o seu cão:
Administre sempre a medicação exatamente conforme as indicações do seu médico veterinário.
Ofereça uma alimentação de elevada qualidade e nutricionalmente equilibrada.
Proporcione um ambiente tranquilo e uma rotina calma e consistente.
Mantenha-se atento ao aparecimento de novos sintomas ou a alterações nos existentes e consulte o veterinário se notar algo preocupante.
Cumpra o calendário de consultas de controlo e exames recomendados pelo veterinário.
A leishmaniose canina pode ser uma doença grave, pelo que a prevenção rigorosa é sempre o melhor caminho. Uma proteção repelente contínua e de longa duração, como a coleira Prevexto®, é a chave desta estratégia para reduzir o risco de transmissão. Se o seu cão desenvolver leishmaniose, tenha a certeza de que muitos cães vivem de forma feliz e confortável com o acompanhamento correto. O diagnóstico precoce, o tratamento atempado e a vigilância constante são essenciais — por isso, mantenha os rastreios em dia e fale com o seu médico veterinário perante qualquer sintoma suspeito. Com o apoio do seu veterinário, é possível controlar a doença com eficácia e dar ao seu amigo de quatro patas a qualidade de vida que ele merece.