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Parasitas dos bovinos

Quais são as particularidades dos parasitas externos e internos?


O que é um parasita?

Um parasita é um organismo que vive sobre (ectoparasita) ou dentro (endoparasita) de um outro organismo chamado hospedeiro, do qual dependem para se alimentarem. As parasitoses causadas por estes diferentes parasitas são sinónimo de prejuízo para o produtor, em virtude dos distúrbios fisiológicos que estas provocam.


Parasitismo externo

Os principais ectoparasitas que se encontram nos bovinos são as moscas (certos tipos de mosca), os piolhos, a sarna e as carraças.

  • Determinadas moscas: bem conhecidas dos produtores, só uma higiene profunda permite limitar as invasões no período estival.
  • Piolhos: distinguem-se entre piolhos sugadores e piolhos mastigadores. Os piolhos originam dermatoses, geralmente durante o Inverno.
  • Sarna: é provocada por ácaros. Nos bovinos, é possível distinguir-se a sarna psoróptica, a sarna sarcóptica e a sarna corióptica.
  • Carraças: são vectores de doenças graves.


Parasitismo interno

Nas pastagens, os bovinos são afectados pelos 4 principais parasitas:

Os estrongilídeos gastrointestinais, parasitas da coalheira (quarta e última parte do estômago dos ruminantes), que provocam atrasos importantes no crescimento dos bovinos. Estão presentes em todos os bovinos que têm acesso a pastagens. A infestação inicia-se durante a primeira época de pastoreio, com a ingestão de ervas contaminadas com larvas, as quais resistiram às condições invernais. De seguida, estas migram em direcção aos órgãos-alvo onde se desenvolvem até ao estado adulto. Nessa altura, põem ovos que são excretados pelas fezes e contaminam os pastos.

Os estrongilídeos pulmonares. Dictyocaulus viviparus é um estrongilídeo que vive principalmente nas vias aéreas dos bovinos. Estes vermes, que medem de 3 a 8 cm de comprimento, provocam danos importantes no tecido pulmonar e obstruem as vias respiratórias. Por conseguinte, os primeiros sintomas observados são os problemas respiratórios e a tosse, de onde provém a designação de «tosse de verão» atribuída a esta parasitose, uma vez que normalmente ocorre nos animais que pastam nesses 2 a 3 meses, o que não se verifica actualmente com o aparecimento de casos ao longo de todo o ano.

Fasciola hepatica («a grande dúvia do fígado» ). Diz respeito aos bovinos que têm acesso a zonas húmidas já que o ciclo do parasita envolve um pequeno caracol aquático, o Lymnaea truncatula. A localização deste parasita no fígado origina importantes distúrbios metabólicos.

O paranfistoma. Os paranfistomas, cujas larvas estão presentes nas zonas húmidas tal como na Fasciola hepatica, implantam-se na mucosa do rúmen.

No caso dos estrongilídeos digestivos, a imunidade dos animais adultos é possível, desde que a gestão dos primeiros anos de pastoreio seja satisfatória; no entanto, os animais não ficam imunizados contra a Fasciola hepatica e os paranfistomas e ganham pouca imunidade aos estrongilídeos pulmonares.

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