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Vacinação

Atenção aos preconceitos!

Vacinação do cão e do gato: atenção às ideias pré-concebidas

Desde há uns anos, a vacinação tem sido alvo de controvérsia, muitas vezes injustificadamenteAs vacinas continuam a ser o principal meio de prevenção contra doenças infeciosas graves.

Seguindo um movimento iniciado na medicina humana, o acto vacinal é cada vez mais criticado e denegrido, vítima de um certo número de ideias pré-concebidas baseadas em receios de saúde infundados. Actualmente, as vacinas continuam a ser a melhor estratégia de prevenção contra aS doenças infeciosas caninas e felinas, por vezes fatais, como a raiva, a parvovirose ou a leucose felina.


O equilíbrio benefício/risco é largamente a favor da vacinação

Os preconceitos mais difundidos são os seguintes:

  • A vacinação é perigosa: FALSO.
    As vacinas são sujeitas a um pedido de autorização de comercialização antes de serem comercializadas
    e para conseguirem essa autorização, deve ser demonstrada a sua eficácia e a sua inocuidade. São constituídas por agentes infeciosos mortos ou atenuados e, como tal, sem perigo intrínseco. Os laboratórios são igualmente rigorosos com os adjuvantes utilizados. É certo que reacções inflamatórias locais podem ser observadas no ponto de injecção mas são geralmente benignas e transitórias. As reacções vacinais graves (choque alérgico) são uma excepção em cães e gatos.
     
  • Um animal sénior não precisa de ser vacinado ou está muito fragilizado para o fazer: FALSO.
    A imunidade conferida pelas vacinas não é definitiva e um animal sénior, assim como um animal jovem, necessitam de reforços anuais para continuarem protegidos. A idade torna-o mais vulnerável e, por isso, mais sensível a determinadas doenças infeciosas.
     
  • Um gato que não vai para o exterior também não precisa: FALSO.
    Os agentes infeciosos aos quais ele é sensível podem ser transmitidos por superfícies inertes (solas de sapatos, mãos não lavadas,…).
     
  • Um animal doente pode ser vacinado: FALSO.
    Apenas são vacinados animais saudáveis para a obtenção de uma resposta imunitária óptima.
     
  • A vacinação não é obrigatória: VERDADEIRO, para a maioria das vacinas, sendo que a vacinação antirrábica é obrigatória em Portugal.
     

Também contra bactérias e parasitas

  • A vacinação não protege para além de certos vírus: FALSO.
    A vacinação pode proteger contra doenças virais, bacterianas ou parasitárias.
    Neste último caso, as vacinas são, em geral, menos “eficazes” que as vacinas contra as doenças infeciosas, mas no entanto permitem reduzir o risco de contaminação, a gravidade da doença e a excreção parasitária.
     
  • Os reforços vacinais realizam-se todos os anos: geralmente SIM, mas os protocolos vacinais variam em função das características das vacinas, do contexto, do estado do animal. O mais frequente é as primeiras vacinações serem efectuadas a partir dos 2 meses de idade com uma 2ª injecção a ser aplicada um mês mais tarde e depois os reforços todos os 1 a 3 anos; a revacinação anual sistemática já não é sempre justificada.


Saber mais em vacinação do cão e do gato.

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