As alergias alimentares estão entre as alergias mais comuns em cães. A maioria pode ser gerida facilmente com a nutrição adequada, mas pode ser um desafio identificar a que substância o seu cão é alérgico e o que deve dar-lhe de comer para ajudar. Não tenha receio! Este guia detalhado explica tudo o que precisa de saber sobre a gestão da dieta do seu cão alérgico e como escolher o melhor alimento para estas situações.
Quando o sistema imunitário do seu cão encontra algo estranho e potencialmente prejudicial – como bactérias ou vírus – cria anticorpos para atacar e eliminar o invasor. Uma alergia ocorre quando o sistema imunitário reage desta forma a substâncias que normalmente não são prejudiciais, como pó ou pólen. Sempre que o cão entra em contacto com o alergénio, esses anticorpos entram em acção e desencadeiam uma reacção alérgica.
No caso das alergias alimentares, o seu cão é alérgico a um ingrediente presente no alimento. Os culpados mais comuns são as proteínas (ex.: lacticínios, vaca, frango, ovo ou soja), hidratos de carbono complexos e o glúten de trigo. No entanto, o seu cão pode desenvolver uma alergia a qualquer ingrediente ou aditivo, podendo ser alérgico a vários em simultâneo.
As alergias alimentares caninas podem manifestar-se através de sintomas como:
As alergias não alimentares são ainda mais comuns do que as alimentares e incluem agentes como pó, ácaros, pólen, árvores, ervas e picadas de pulga. Também é comum os cães apresentarem simultaneamente alergias alimentares e não alimentares. Os sintomas podem ser muito semelhantes e podem igualmente melhorar com um alimento especial para alergias. No entanto, antes de fazer qualquer alteração na alimentação do seu cão, é importante colaborar com o seu veterinário para descobrir exactamente a que é que o seu cão é alérgico.
A melhor forma de diagnosticar uma alergia alimentar é através de uma dieta de eliminação e de um teste de provocação. Isto é feito em parceria com o seu veterinário, que o aconselhará sobre como alterar a dieta do seu cão e gerir os sintomas de forma segura.
Primeiro, o veterinário recomendará um alimento hipoalergénico para dar ao seu cão durante cerca de 8 a 12 semanas. Será instruído a dar apenas este alimento – sem guloseimas, suplementos, restos de comida ou mesmo barras dentárias.
Se os sintomas do seu cão desaparecerem durante este período, o culpado será provavelmente algo presente no alimento anterior. Para confirmar, o veterinário poderá sugerir um teste de provocação. Isto envolve a reintrodução do alimento antigo para verificar se os sintomas alérgicos regressam. Se regressarem, confirma-se a alergia alimentar. Se os sintomas não voltarem, o veterinário poderá recomendar a reintrodução de outros itens, como guloseimas ou suplementos.
Durante o teste de provocação, é fundamental reintroduzir apenas um item de cada vez. Se reintroduzir tudo ao mesmo tempo, será difícil para o veterinário determinar exactamente o que está a causar os sintomas.
Em alguns casos, o veterinário também pode recomendar análises ao sangue. Existe algum debate sobre a eficácia destes testes sanguíneos no diagnóstico de alergias alimentares, sendo que os veterinários consideram, geralmente, as dietas de eliminação como a opção mais eficaz.
Embora não possa curar as alergias do seu cão, pode alimentá-lo com um produto formulado especificamente para ajudar a gerir os sintomas e evitar crises. Dependendo se o cão tem uma alergia alimentar ou não alimentar, o médico veterinário poderá recomendar um de dois tipos de dieta.
O primeiro é uma dieta hipoalergénica, com ingredientes especificamente concebidos para gerir alergias alimentares. Existem dois tipos principais: alimentos com proteína hidrolisada e alimentos com uma fonte inovadora de proteína.
Os alimentos com proteína hidrolisada contêm proteínas que foram decompostas em moléculas tão pequenas que não são reconhecidas pelo sistema imunitário do cão. Estes alimentos também podem ser úteis para cães com estômagos sensíveis ou problemas digestivos, uma vez que as proteínas já estão decompostas e são mais fáceis de digerir.
VETERINARY HPM® Hypoallergy Dog A2 foi especificamente formulado para a gestão da alergia alimentar em cães. As proteínas incluídas nesta dieta são hidrolisadas e a fécula de batata é utilizada como fonte exclusiva de hidratos de carbono, permitindo evitar reacções alérgicas. Esta dieta fornece o aporte proteico essencial para a alimentação de cães a longo prazo. O alimento suporta tanto os distúrbios gastrointestinais como os distúrbios da pele e do pêlo associados à alergia alimentar, graças à sua elevada digestibilidade, tolerância digestiva e equilíbrio de aminoácidos e ácidos gordos essenciais.
Um alimento com uma fonte inovadora de proteína contém tipos de proteína que não estavam presentes no alimento anterior do seu cão (que geralmente contém frango, vaca ou soja). Como o cão nunca foi exposto anteriormente a estas proteínas, o seu sistema imunitário não terá desenvolvido anticorpos contra elas.
Os alimentos com uma nova fonte de proteína podem reduzir o risco de desenvolvimento de alergias. No entanto, é importante verificar o rótulo cuidadosamente para garantir que os ingredientes adicionais (ex.: milho) não estavam presentes na dieta anterior.
Para cães com alergias não alimentares, como a dermatite atópica, o tratamento focar-se-á principalmente na gestão dos sintomas e na remoção do alergénio do ambiente (ex.: controlo de pulgas, evitar relva). No entanto, o veterinário pode recomendar complementar este tratamento com um alimento formulado para apoiar a saúde da pele e do pêlo, como o VETERINARY HPM® Dermatology Support Dog D1. Rico em ácidos gordos essenciais e vitaminas, a fórmula foi concebida para:
As alergias alimentares não têm cura, mas com um diagnóstico rápido e a dieta adequada, o seu companheiro canino pode ter uma vida confortável e feliz. Colabore com o seu veterinário para definirem o melhor plano de acção. Ao escolher o melhor alimento hipoalergénico para cães, lembre-se sempre de optar por um produto completo e equilibrado. Isto significa que o alimento contém todos os nutrientes necessários, nas proporções correctas, incluindo proteína suficiente para ser compatível com uma utilização a longo prazo.

